
Há termos que de tão usados acabam sendo esvaziados de seus significados, por exemplo, quantas vezes no nosso dia a dia paramos para pensar no que quer dizer GPS e Wi-Fi?
Uma sigla importante para a sustentabilidade que está caminhando para esse fenômeno é “GEE”. Ela representa os Gases de Efeito Estufa. Mas, para além do significado dela, o que são os GEE?
O que significa a sigla GEE?
GEE é uma sigla usada em português, principalmente brasileiro, para designar os Gases do Efeito Estufa. Ela é uma tradução de GHG, Greenhouse gases, sendo a segunda a mais comum.
Passou a ser usada bastante recentemente, já que o acúmulo de evidências científicas confirmou a relação entre as emissões de GEE e o aumento da temperatura média global.
Desde a década de 80 a comunidade científica tem alertado para os riscos do aquecimento global e seus impactos, com a questão das mudanças climáticas sendo um tema central nas discussões políticas internacionais.
O que é considerado um GEE?
Os GEE, Gases do Efeito Estufa, são substâncias gasosas presentes na atmosfera, que absorvem a radiação infravermelha emitida pela superfície, retendo calor e contribuindo para o efeito estufa.
Esse fenômeno é essencial para a manutenção da temperatura média do planeta e para a vida como a conhecemos, mas o aumento excessivo dessas emissões causa o aquecimento global.
Para ilustrar, imagine a atmosfera como uma estufa de vidro, a luz solar atravessa o vidro e aquece o interior. Parte do calor é irradiado para fora, mas o vidro impede que uma grande parte escape.
Assim, o interior da estufa se torna mais quente do que o exterior. Na atmosfera terrestre, os GEE funcionam semelhantemente, retendo parte do calor proveniente e impedindo que ele escape completamente para o espaço.
Quais são os principais GEE?
Segundo o UNEP (The United Nations Environment Programme) os principais gases de efeito estufa são:
- Dióxido de carbono (CO₂): o gás de efeito estufa mais abundante e duradouro na atmosfera, liberado principalmente pela queima de combustíveis fósseis e em consequência do desmatamento;
- Metano (CH₄): um gás de efeito potente, mas com vida útil mais curta na atmosfera. É produzido por atividades agrícolas, decomposição de matéria orgânica em aterros sanitários e processos industriais;
- Óxido nitroso (N₂O): liberado por atividades agrícolas (uso de fertilizantes nitrogenados), processos industriais e queima de combustíveis fósseis.
- Hidrofluorcarbonos (HFCs), perfluorcarbonos (PFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF₆): gases sintéticos utilizados em diversas aplicações industriais, como refrigeração e isolamento.
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